DOM: Há muito tempo venho pensando no assunto (mais ou menos há uns 27 anos.....): qual é o meu dom, ou melhor, tenho dom para quê? Esta pergunta sempre me ocorre naquele mesmo momento sublime (para quem não sabe qual é, terá que ler as postagens mais antigas, hehehehee) tá bom, vou facilitar: o da lavagem de louça.... Bem, voltando ao tema, cheguei a uma conclusão que me bastou: dom é aquilo que vemos outras pessoas fazendo e achamos: "Muito fácil, nada de mais, eu poderia fazer igual ou melhor" mas sem maldade ou pretensão nem menosprezo, simplesmente reconhecemos aquele trabalho como algo que faríamos com desenvoltura, entendeu? Resumindo: é aquilo que você não COPIA mas sim CRIA! Esta percepção para mim foi fantástica, pois me ajudou muito a perceber o que sou e o que eu gostaria de ser (e não consigo). Tem coisas que queremos fazer porém não conseguimos criar e então passamos a copiar... se formos bons na cópia até que fica legal, satisfatório, porém se outras características pessoais nos impede (mesmo querendo) de fazer uma cópia boa, a coisa fica feia e aí vem a frustração e aí voltamos ao ponto inicial de tentarmos mais uma vez..., e assim por diante! É como se aquilo que fazemos com desenvoltura, criando com normalidade, não tivesse importância uma vez que é tão natural.... Sou do signo de gêmeos, sempre li e ouvi em toda a minha vida que sou: comunicativa, tenho excelente didática, adoro ler, escrever.... e mesmo assim lá vai eu para outros lados, gastando a minha energia produtiva (e me frustrando) em outros caminhos, copiando sempre algo (que nunca fica bom, pois não tenho paciência de terminar o que começo, mesmo gostando), enfim, é uma .... Aí eu me "pego" pensando novamente na facilidade e no prazer que tenho em lidar com o assunto da comunicação porém arrumo todas as desculpas possíveis (já até cancei-me de muitas delas) e não sigo adiante. Que coisa chata que é ser assim!!! Bem, mas não quero transformar este post em algo dow e sim ajudar a mim e a quem um dia quem sabe ler a reconhecer o seu próprio DOM, a perceber para que de fato "serve" .... Durante a digitação deste post lembrei da passagem bíblica (já disse que não sou boa em lembrar detalhes destas passagens, por isso se houver algum grande engano, já tô pedindo desculpas...) onde são distribuídos "dons" a 3 irmãos e depois é cobrado de cada um o que dos seus dons foram feitos: um enterrou com medo de perder, o outro não me lembro o que fez (mas não foi boa coisa) e o 3º gerou frutos e acertou! Então eu me pergunto: será que estamos utilizando de forma correta o dom que nos foi concedido? Aquela máxima que diz: "Santo de casa não faz milagre" me faz também linkar com esta questão do dom, pois volto a dizer que o que fazemos com naturalidade muitas vezes não é valorizado nem por nós mesmos e assim acabamos por "enterrar" juntamente com o nosso dom, a possibilidade de sermos felizes nos sentindo realizados em nossa profissão e consequentemente arranhando o lado pessoal também. Acredito que muito dos problemas humanos estão relacionados com esta falta de prazer em passar a vida fazendo o que não gostamos, apenas pelo lado prático e financeiro. É lógico que dinheiro é bom e todo mundo quer (só não quer quem tem muito, engraçado né?) mas seguir o nosso dom não significa que financeiramente não seremos realizados, pois sempre tem gente ganhando dinheiro (e muito dinheiro) com aquilo que também sabemos fazer.... Bem, fica aí lançado no ar ou na net a questão/reflexão. Até o próximo!
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Viver e morrer: eis a questão!






Quem ou o quê está vivo ou morto???? Estava pensando esses dias.... no óbvio é claro.... que a grande maioria das pessoas (assim como eu) tem medo da morte, não só do ato em si (caramba como é morrer, como é estar ou sentir-se morta, ficar ali parada dentro de uma caixa, em baixo da terra.... bhrbhrbhr) e acho que medo não é exatamente a palavra correta mas sim o sentimento de estar deixando algo, de não fazer mais parte do mundo é como se realmente saíssemos de cena (mesmo estando lá) deixando algo que é ruim, muitas das vezes, mas do qual fazemos parte e que já nos acostumamos, sabe aquela frase: tá ruim mas tá bom.... enfim, não queremos perder o que conquistamos independente do que seja. Assistindo a reportagem a respeito do falecimento do Paul Newman (é já faz um tempinho que estou pensando no assunto...) pensei: aquele cara que morreu não era mais o "nosso" Paul Newman mas sim um senhor como tantos outros pois "aquele" Paul Newman encantador, dos nossos sonhos e desejos, aquele homem que enchia os nossos olhos com os seus olhos azuis e com aquele sorriso sedutor já havia morrido há muitos anos... e a vida é assim: morremos a cada etapa da vida (não diria a cada minuto, dia, semana... pois fica muito down e não é este o objetivo). Sabe quando olhamos as nossas fotos de bebê e parece que não somos nós que estamos ali, as fotos da infância, da adolescência e assim por diante (dependendo da idade de quem estiver lendo este texto) sei que pensando assim parece que a vida se torna mais curta do que ela já é pois a cada 10 anos morremos... mas por outro lado é como se nascessemos a cada década pois temos uma nova vida/etapa pela frente e a partir deste olhar podemos planejar e traçar o que desejamos para esta nova vida!!! Assim fica melhor né. Então vamos lá, aproveitemos o que aprendemos na etapa anterior (e que ainda lembramos), descartemos o que não nos fez bem e vamos melhorar, aprimorar nos darmos mais prazer sem machucar ninguém , sem acumular "dívidas" que provavelmente teremos que pagar em outra época (que só Deus sabe quando e como será, mas é bom não arriscar muito neste sentido), sairmos melhor do que entramos na nova fase da vida... Acredito que esta seja a verdadeira sabedoria: melhorarmos , sentirmos que realmente estamos saindo melhor do que quando entramos e que quando tivermos que "subir para a reciclagem" estaremos indo para um SPA com os mais novos tratamentos de rejuvenescimento a ponto de voltarmos com a pele e corpo de um bebê! Sou da seguinte opinião: já que temos que acreditar em algo (mesmo que este algo seja nada) acreditemos no que nos faz sentirmos melhor!!! Afinal de contas quem é dono da verdade: eu não sou e você?
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